| |
SINTONIZE
O CNU PELOS CANAIS 11 DA NET E 71 DA TVA
|
|
|

| |
| Jornal da USP |  |
| A produção universitária na telinha |
 |
Eram exatamente 21h40 na segunda-feira passada quando mais um sonho de integração universitária com a sociedade começou a se concretizar. Naquele horário, no grande auditório do Museu de Arte de São Paulo, o Masp, tive início as operações do Canal Universitário, que vai ao ar diariamente das 15h à meia-noite pelo sistema de TV a cabo.
ficialmente, o Canal Universitário (CNU) só entrou com toda força no ar no dia seguinte, dia 11, mas a festa, a pompa e a circunstância que marcaram o evento da segunda-feira à noite foram o sinal certo de que a nova emissora começa a percorrer seu caminho com passos largos. O CNU é formado por nove universidades paulistanas que, em pool se organizaram para tornar viável o projeto da estação. Juntas, a Universidade de São Paulo, a Universidade Mackenzie, a Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), a Universidade Bandeirantes, a Universidade São Judas, Universidade Federal de São Paulo ( a antiga Escola Paulista de Medicina), Universidade Cruzeiro do Sul, Universidade Santo Amaro e Universidade Paulista já estão oferecendo aos espectadores uma programação diferenciada para quem gosta de cultura, lazer e ciência. No caso da TV USP, a programação estará a cargo do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA e da Univídeo, com supervisão da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS).
"Temos uma missão séria pela frente", disse, em seu discurso de abertura, o professor Roberto MacCraken, do Mackenzie. MacCraken é o presidente do Conselho Gestor do canal Universitário, tendo como vice-presidente o professor Celso de Barros Gomes, coordenador de Comunicação Social da USP. Na cerimônia de inauguração do CNU estiveram presentes todos os reitores das universidades que integram a emissora, como o professor Flávio Fava de Moraes, da USP, Cláudio Lembo, do Mackenzie, e Antônio Ronca, da PUC. Também estiveram presentes o preidente da Fundação Padre Anchieta, Jorge Cunha Lima, o deputado Paulo Kobayashi e o escritor Claudio Willer, representando a secretaria municipal de Cultura. Uma das presenças mais aplaudidas da cerimônia foi a deputada Irma Passoni, autora, em 1995, do projeto que viabilizou a criação de canais universitários no País. Para homenagear a autora do projeto, Roberto MacCraken convidou Irma a ler o documento "Compromisso com a Educação", que dá as diretrizes de atuação do Canal Universitário e foi assinado pelos nove representantes das universidades paulistanas.
Valores humanos
"Considerando o indiscutível papel da universidade para o desenvolvimento nacional e que a aproximação das universidades com a sociedade é fator indispensável, obrigam-se, pelo Canal Universitário da cidade de São Paulo, as universidades signatárias, participantes do coletivo, a preservarem sempre seu uso, exclusivamente, destinado à educação, cultura, valores sociais, valores humanos, prestação de serviços, fins comunitários, pesquisa, e a todos fins que preservem a dignidade humana", diz o texto lido pela deputada Irma Passoni.
As transmissões do CNU serão feitas através de três operadoras de televisão por assinatura da capital paulista: no canal 15 pela Multicanal e pela NET, das Organizações Globo, e nos canais 67 para assinantes com decodificador e 68 para os que têm conversor, pela TVA, do Grupo Abril. Toda a programação será controlada pelo Conselho Gestor, integrado por representantes de todas as universidades que integram o canal. No plano operacional, as atividades estão sendo acompanhadas por uma diretoria executiva formada por cinco membros, tendo como coordenador o professor e jornalista Gabriel Priolli, da PUC. É também a PUC a responsável pela retransmissão de toda a programação para as TVs a cabo. "Esta emissora tem o alcance municipal. Ele é um canal exclusivo de cabo, que atende a cerca de 500 mil domicílios que possue esse sistema. A gente espera que, com a expansão do sistema a cabo, termos uma cobertura maior na cidade muito em breve", afirma Priolli.
A cada universidade estão destinados dois blocos diários de meia hora de duração, sendo que o mesmo programa exibido à tarde será repetido à noite. Pelo menos nesse primeiro momento. A intenção é que, daqui a três meses, tanto o horário de transmissão do CNU quanto a grade destinada a cada instituição de ensino sejam ampliados. A partir da próxima edição, o Jornal da USP passará a divulgar a programação e o horário dos programas de todas as universidades que integram o Canal Universitário. As universidades esperam, a partir do CNU, aumentar a divulgaçnao de pesquisas desenvolvidas internamente. "Na grande mídia, o destaque nem sempre ocorre. Muitas vezes, a universidade faz um esforço muito grande e esse espaço não é suficientemente oferecido. O que me satisfaz muito nesse processo da televisão não é só a sua criaçnao, mas a possibilidade de interatividade da USP com a sociedade", diz o reitor Flávio Fava de Moraes.
É intenção, também, do CNU captar apoios culturais junto à iniciativa privada, já que os custos para manter uma emisora de TV são elevados. "Isso será tratado nas próximas reuniões do Conselho Gestor. O chamado apoio cultural vai se tornar absolutamente indispensável. Espera-se que através da captação de recursos extra-orçamentários possamos viabilizar grande parte dessa programação", afirma o professor Celso Gomes, da CCS. |
|
| |
|
|